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Gilbués-PI: Justiça suspende liminar que determinava despejo do povo gamela no Piauí

Decisão foi publicada no início da tarde desta terça feira (19). Com suspensão de liminar, família volta a ter acesso a terra.

19/01/2021 17h03
Por: Redacao
Gilbués-PI: Justiça suspende liminar que determinava despejo do povo gamela no Piauí

A justiça suspendeu liminar de ordem de despejo contra as famílias indígenas Gamela no cerrado piauiense. A decisão do Desembargador Hilo de Almeida Sousa foi publicada no inicio da tarde de hoje, 19 de janeiro de 2021.

Com a suspensão, fica estabelecida com urgência a reintegração de posse de Adaido José Alves da Silva e mais 11 (onze) indígenas anteriormente expulsos de suas casas de forma indevida.

Ressaltamos a importância da articulação e mobilização das diversas instituições do executivo e judiciário como também as organizações da sociedade civil que ajudaram positivamente para essa decisão devolvendo a terra a quem é de direito.

A resistência no campo não para com essa decisão, outros conflitos no campo ainda urgem e precisam também de atenção e intervenção judiciária para assegurar as famílias o direito a terra, água e direitos. A presença do Estado nos conflitos de terra é indispensável na garantia da vida dos trabalhadores e trabalhadoras do campo.

A Comissão Pastoral da Terra- Regional Piauí reafirma sua missão solidária junto aos povos da terra, das águas e das florestas na defesa da vida e da justiça social.

ENTENDA O CASO

Na tarde da última quinta feira, 14 de janeiro de 2021 o MM. Juiz de direito da vara única da comarca de Gilbués-PI Francisco das Chagas Ferreira expediu e executou uma liminar com ordem de despejo em ação movida pelo Sr. Bauer Souto dos Santos contra a liderança indígena Gamela Adaildo José Alves da Silva, residente e domiciliado no território Morro D’água do mesmo município.

Adaildo José Alves da Silva, indígena Gamela, trabalhava na sua roça enquanto sua companheira fazia o jantar e por volta das 16h foram surpreendidos com a presença de um oficial de justiça, Bauer Souto e sua filha acompanhados de policiais militares e outras pessoas. Chegaram à casa de Adaildo e impuseram-lhe o despejo. Ainda houve a destruição de cercas e retirada dos bens da casa da família. Na mesma noite um galpão aonde iria ser construido a casa do filho de Adaido, foi incendiado como forma de repressão e coação da família.

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